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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vacina da poliomielite será injetável


Vacina da poliomielite será injetável

O imunizante Sabin, oral e com o vírus atenuado, será substituído pela versão injetável, com o vírus inativado, para evitar risco de contração da doença

26 de agosto de 2011 | 0h 00



Clarissa Thomé / RIO - O Estado de S.Paulo

O Ministério da Saúde vai substituir a vacina oral contra a poliomielite, a Sabin, pelo imunizante injetável. O motivo da troca, que já ocorreu em outras partes do mundo, é que a forma injetável é produzida com o vírus morto, ou inativado - portanto, mais segura.

Oficialmente, o ministério não tem prazo para o início da transição, mas divulgou informe técnico para as secretarias estaduais de Saúde, alertando para a mudança em 2012. O documento recomenda ações intensificadas de imunização "de modo a alcançar coberturas vacinais de no mínimo 95%" e promete a apresentação da nova estratégia para este semestre.

"A Sociedade de Imunizações já espera essa troca há muito tempo e vinha recomendando o uso da vacina inativada. É uma mudança que ocorreu em todos os países desenvolvidos, mas não é uma alteração simples", afirma a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim-RJ).

A vacina oral é feita com o vírus atenuado. Apesar de raro, há o risco de infecção por esse vírus, que provoca a pólio vacinal - causada pela própria vacina. "É preciso ressaltar que o benefício da pólio oral é muito grande. A poliomielite é uma doença transmissível, que incapacita e até mata. Mas há o risco de 1 caso para 800 mil doses de provocar a pólio vacinal. Se nós temos uma vacina mais segura, devemos usá-la", defende Isabella.

Embora não esteja disponível nos postos de saúde, a vacina inativada já é encontrada nas clínicas particulares.

"É uma vacina segura. Nas clínicas, é oferecida conjugada com outras vacinas, como a DTP (difteria, tétano e coqueluche), com hemófilos tipo B (contra meningite) e hepatite B. Acredito que o ministério vá seguir a mesma estratégia. Se isso ocorrer, não deve haver resistência da população a mais uma vacina injetável", diz o médico Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias do Hospital Universitário da UFRJ.

Segundo Isabella, os países que fizeram a transição das gotinhas para a injetável optaram por oferecer a nova vacina nas duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses. As demais - aos 6 e aos 15 meses, além das doses de reforço, nas campanhas - são da vacina tradicional, na forma oral. "As duas primeiras doses com a vacina com vírus inativado já garante a proteção contra o vírus da pólio, até mesmo o vacinal", afirma.

Outra mudança que será anunciada é a realização da campanha de vacinação anual contra a pólio em única etapa, a partir de 2012. Hoje, as crianças de 0 a 5 anos recebem duas doses de reforço, em junho e agosto.

Critérios. Em nota, o ministério informou que a incorporação de novas vacinas no calendário oficial segue critérios de especialistas, que avaliam tecnologia, custo benefício e custo efetividade, além do impacto epidemiológico, imunológico e logístico.

CRONOLOGIA

Forma injetável foi a pioneira

1931
Início das pesquisas

O norte-americano Albert Sabin (1906-1993) inicia suas pesquisas para o tratamento da poliomielite assim que se forma em Medicina na Universidade de Nova York. Durante a 2.ª Guerra, ele interrompe as experiências para se dedicar aos estudos de doenças que acometiam os soldados. A pesquisa é retomada apenas em 1954.

1955
Vacina Salk

O virologista Jonas Salk (1914-1995) tem sua vacina, a primeira contra a poliomielite, oficialmente permitida para uso em todo o território dos Estados Unidos. Seu imunizante, injetável e com o vírus inativado, era eficaz na prevenção da maioria das complicações da doença, mas não prevenia a infecção inicial.

1961
Vacina Sabin

O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos libera a vacina Sabin, tomada por via oral e com o vírus atenuado. Sua versão do imunizante previne a contração da moléstia. Ela eliminou a pólio em quase todo o mundo.




terça-feira, 23 de agosto de 2011

Porque notificar.....


Notificação compulsória.....

Você sabia que?

 A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, farmacêuticos e outros no exercício da profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino.

E ai o que é notificação compulsória?

A notificação compulsória consiste na comunicação da ocorrência de casos individuais, agregados de casos ou surtos, suspeitos ou confirmados, do rol de agravos relacionados na Portaria, que deve ser feita às autoridades sanitárias por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, visando à adoção das medidas de controle pertinentes. Além disso, alguns eventos ambientais e doença ou morte de determinados animais também se tornaram de notificação obrigatória.

Atualmente, é obrigatória a notificação de doenças, agravos e eventos de saúde pública constantes da Portaria nº 104, de 25 de janeiro de 2011, do Ministério da Saúde.


Muito bem e como fazer?

A notificação imediata no Estado de São Paulo deverá ser feita por um dos seguintes meios de comunicação:

• Telefone 0800-555466, com funcionamento em tempo
integral;

• E-mail: notifica@saude.sp.gov.br;

• Formulários para notificações diversas, disponíveis no link
 “Notificação ON-LINE” da página do CVE:
http://www.cve.saude.sp.gov.br

Quando fazer?

De acordo com a Portaria nº 104, o Anexo II trata da Lista de Notificação Compulsória Imediata – LNCI, cujos eventos devem ser informados às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (SES e SMS) em, no máximo, 24 (vinte e quatro) horas a partir da suspeita inicial.
 
Fonte: http://www.cve.saude.sp.gov.br

domingo, 21 de agosto de 2011

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio

18/08/2011-11h28
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DA FRANCE PRESSE

Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam facilitar a limpeza de áreas contaminadas com o metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.

Segundo o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente.

Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.

Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são "uma alternativa" às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.

Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela "BMC Biotechnology".

As bactérias Escherichia coli se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.

Trata-se, segundo os cientistas, do "primeiro estudo" que prova que a metalotioneína "garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria", que o absorve.

O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.

As bactérias transgênicas demonstraram ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que "a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos", explicou Ruiz em e-mail à AFP.

Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação.

"Temos ideias de como poderia funcionar", afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.


Nova pílula contra o câncer é aprovada nos EUA


Remédio deverá ser administrado em casos de tumores com uma mutação genética conhecida como BRAF V600E

Washington - A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira a pílula Zelboraf para pacientes com melanoma em etapa avançada ou inoperável, em particular em casos que apresentam uma mutação genética.

Zelboraf (vemurafenib) será lançado no mercado nas próximas semanas voltado para o tratamento de pacientes com tumores cancerosos que expressam uma mutação genética chamada BRAF V600E - proteína regularizadora do crescimento das células do corpo, que sofre mutações em cerca da metade dos pacientes com melanoma avançado.

Fabricado pela empresa Genentech do Grupo Roche, Zelboraf é capaz de bloquear a função da proteína BRAF afetada pela mutação. As autoridades não realizaram provas sobre a eficácia desta droga em pacientes que não apresentam essa mutação genética.

Esse é o segundo recurso para o melanoma avançado, depois que em março, a FDA aprovou também o Yervoy (ipilimumab), que demonstrou que os pacientes vivem mais tempo ao receber a pílula, de acordo com o diretor do escritório que investiga medicamentos contra o câncer, Richard Pazdur.

A agência federal disse ter aprovado tanto a pílula quanto a amostra de forma acelerada, antes das datas previstas para o último trimestre do ano. As autoridades estabeleceram a segurança e a eficácia do Zelboraf mediante uma prova clínica internacional em 675 pacientes com melanoma em estágio avançado que apresentava mutação, mas que não tinham recebido tratamento algum.

Um grupo recebeu Zelboraf e outro recebeu dacarbazina, mais um remédio contra o câncer. Dos pacientes que tomaram Zelboraf, 77% continuam vivos, em comparação com 64% dos pacientes que receberam da carbazina.Os efeitos colaterais mais comuns do Zelboraf incluíram dor nas articulações, brotoeja, perda de cabelo, fadiga, náusea e sensibilidade da pele exposta ao sol.O melanoma é a principal causa de morte por doenças de pele. O Instituto Nacional do Câncer assinala que em 2010 foram diagnosticados 68.130 novos casos de melanoma nos EUA e 8,7 mil mortes só este ano.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cientistas criam bactéria sintética para combater infecção hospitalar



Os pesquisadores esperam que esta tecnologia sirva para desenvolver novos métodos para combater bactérias que são cada vez mais resistentes aos antibióticos.

Efe

MADRI - Biólogos de Cingapura projetaram uma bactéria sintética que detecta e destrói a Pseudomona aeruginosa, uma dos principais causadoras das infecções hospitalares.


Reuters/USDA

Os cientistas, que publicaram seu trabalho na revista Molecular Systems Biology, esperam que esta tecnologia sirva para desenvolver novos métodos para combater bactérias que são cada vez mais resistentes aos antibióticos.

Apesar de estudos anteriores, os cientistas demonstraram o potencial das bactérias criadas para tratar infecções, e esta é a primeira vez que uma destas bactérias sintéticas consegue detectar e eliminar um patogênico específico em um cultivo de laboratório, disseum dos autores, Matthew Wook Chang, da Universidade Tecnológica Nanyang de Cingapura.

Segundo Chang, o próximo passo será experimentar em animais, antes que se possam realizar testes clínicos com humanos. O tratamento poderia administrar-se em forma de pastilha ou de bebida probiótica.

A P. aeruginosa pode causar infecções respiratórias e gastrintestinais frequentemente letais em pacientes gravemente doentes e com o sistema imunológico fraco, sobretudo em hospitais. A bactéria é cada vez mais resistente aos antibióticos, o que torna mais urgente a necessidade de novos tratamentos, afirma o estudo.

Para combatê-la, os pesquisadores desenvolveram uma variante da Escherichia coli, uma bactéria presente no intestino dos humanos, que combinada com partes da própria P. aeruginosa pode detectar e destruí-la.

A vantagem deste sistema em relação aos antibióticos é que permite prevenir as infecções, assinalaram os autores. "Se nossas bactérias projetadas já estão presentes no intestino humano podem destruir os patógenos infecciosos enquanto que penetram no intestino, inclusive antes que se produza uma infecção grave", explicaram.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo-17 de agosto de 2011 | 9h 51






quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Terapia de emergência antiaids não desestimula prevenção....


Terapia de emergência antiaids não desestimula prevenção, diz ministério

Em dez meses, cerca de 700 brasileiros fizeram uso de antirretrovirais para evitar infecção pelo HIV após terem feito sexo sem preservativo; segundo Ministério da Saúde

O uso de antirretrovirais depois de uma relação sexual considerada de risco, um tratamento de emergência para evitar a infecção pelo HIV, foi adotado por cerca de 700 brasileiros nos últimos dez meses.

Lançada depois da recomendação de especialistas, a princípio a estratégia provocou receio de parte de médicos, que acreditavam que a oferta de medicamentos poderia levar a população a relaxar no uso de preservativos. Algo que, de acordo com Ministério da Saúde, não ocorreu.

"As pessoas percebem que não se trata de uma simples pílula do dia seguinte", afirma a infectologista do Centro de Referência e Treinamento em DST-Aids de São Paulo, Denise Lotufo.

Feita com 3 medicamentos durante 28 dias, a terapia pós-exposição, como é chamada, provoca efeitos colaterais e somente pode ser indicada por médicos. Ela é recomendada para pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas com portadores de HIV ou pertencentes a grupos de risco: homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas e profissionais do sexo.

Infectologista do Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais do ministério, Ronaldo Hallal assegura que não há relatos de pessoas que seguidamente batem às portas dos serviços de urgência em busca do tratamento. Além de não incentivar o abandono do preservativo, ele conta que a oferta da terapia atua até como reforço da prevenção. "Ela facilita o contato dos profissionais de saúde com a população que sempre teve comportamento de risco. As equipes foram preparadas para oferecer teste, dar orientação na tentativa de auxiliar a pessoa a adotar medidas preventivas."

Risco. Mas o presidente do Fórum de Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, atribui a procura relativamente pequena à profilaxia pós-exposição ao baixo conhecimento da população e até de profissionais de saúde. "Nem todos sabem que esse recurso está disponível. Temos relatos de pessoas que tiveram o pedido de terapia negado. Nosso receio é de que essa recomendação acabe se transformando em letra morta."

Denise descarta esse risco. Ela afirma que em São Paulo 300 centros oferecem o tratamento. Hallal diz que serviços em todo País estão sendo estruturados e reforça que há registros de oferta de tratamento em todos os Estados. "Nossa preocupação é em não limitar o atendimento à oferta de tratamento." A maior parte dos casos atendidos até agora ocorreu na Região Sudeste.

Das 700 indicações de tratamento, 500 foram feitas neste ano. Agora, o governo se prepara para verificar se, dos pacientes submetidos à terapia pós-exposição, houve algum caso de infecção. A avaliação começa a ser feita depois de outubro, quanto o programa completa um ano.

O uso de remédios antiaids como prevenção para infecção não é novidade. Ele já é usado para evitar a transmissão do vírus da gestante para o bebê e em profissionais de saúde que tiveram acidentalmente contato com sangue. A terapia também é usada na Europa, na Argentina e no México.

Fonte: Lígia Formenti / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

           10 de agosto de 2011 | 0h 00


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vírus de doença semelhante à dengue é identificado pela 1ª vez no Brasil


Vírus de doença semelhante à dengue é identificado pela 1ª vez no Brasil

No Pantanal, cavalos tinham anticorpos para o vírus da febre do Nilo Ocidental, apontam pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz e da USP; forma mais grave da doença compromete o sistema nervoso central, mas ainda não há registro em humanos no País

08 de agosto de 2011 | 0h 00



Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) identificaram, pela primeira vez no País, o vírus da febre do Nilo Ocidental. A descoberta ocorreu no Pantanal: cinco cavalos possuíam anticorpos contra o vírus, prova de que já sofreram infecções.

Em 1999, a febre do Nilo Ocidental chegou à América, causando dezenas de mortes nos Estados Unidos. Houve vários casos nas imediações do Central Park, em Nova York. Desde então, vem descendo o continente. Na Colômbia, na Venezuela e na Argentina também foram diagnosticados casos em cavalos e aves.

Diversas espécies de mosquitos são capazes de transmitir o vírus. Pássaros e répteis - como crocodilos e aligatores - desenvolvem a doença e infectam os insetos. Mamíferos - como humanos e equinos - são hospedeiros finais: podem adoecer, mas não são capazes de infectar o mosquito e reiniciar o ciclo (mais informações nesta página).

Os pesquisadores do IOC investigaram amostras de sangue de 168 cavalos e 30 jacarés da região de Nhecolândia, em Mato Grosso do Sul. Também capturaram 1.204 mosquitos de 10 espécies diferentes. Análises bioquímicas procuraram identificar anticorpos contra o vírus nos répteis e equinos. Só cinco cavalos tiveram resultado positivo. Nenhum jacaré havia sido infectado. Os mosquitos investigados também não carregavam o vírus.

O veterinário Alex Pauvolid-Corrêa, principal autor do estudo, explica que não é possível saber ainda quais espécies de insetos poderiam servir como vetores eficazes da doença no País. Os cientistas já iniciaram um estudo mais abrangente, capturando uma amostra maior de mosquitos. "As análises dessas novas amostras estão em andamento", afirma Corrêa, que realiza seu doutorado no IOC e nos Centros para o Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

O artigo com a descoberta foi publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. O virologista Hermann Schatzmayr, que morreu no ano passado, participou do estudo. Ele teve papel fundamental na erradicação da varíola no País.

Em paralelo. O Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP também procura indícios de atividade do vírus da febre do Nilo Ocidental no País.

A pesquisadora Tatiana Lopes Ometto iniciou um doutorado em 2008 cujo tema é o monitoramento do vírus em equinos e aves. E já obteve resultados semelhantes aos do grupo do IOC. "Analisamos 1.156 amostras de sangue - 678 de equinos e 478 de aves - obtidas em Nova Brasilândia (a 190 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso)", recorda Tatiana. "Confirmamos a presença de anticorpos contra o vírus em quatro equinos."

Os animais eram nativos da região - uma zona de transição do Cerrado para o Pantanal. Portanto, não poderiam ser casos importados. O trabalho deve ser publicado até o fim do ano em uma revista científica internacional.

Gravidade. Muitas vezes, em humanos, a infecção é assintomática. Em outros casos, os sintomas são parecidos com os da dengue: febre, dores no corpo e náusea. Algumas pessoas, no entanto, evoluem para formas mais sérias da doença, com comprometimento do sistema nervoso central. Em 1996, uma epidemia na Romênia apresentou um número excepcionalmente grande de quadros graves. Dos 393 pacientes diagnosticados, 352 desenvolveram inflamação do cérebro. Cerca de 10% morreram.

PARA LEMBRAR

O vírus da febre do Nilo Ocidental só foi isolado em 1937, em Uganda. Uma pesquisa da Universidade do Estado do Colorado (EUA), no entanto, levanta a hipótese de que Alexandre Magno, rei da Macedônia, teria morrido de uma forma grave da doença, na Babilônia, em 323 a.C. Tinha 32 anos e agonizou duas semanas com febre. O historiador Plutarco relata que a morte do célebre conquistador foi precedida e acompanhada pela morte de corvos. Algo semelhante ao observado nos EUA durante a entrada do vírus no país.